Notas

[No dia 19/1/2014, transcorreram 150 dias completos, CINCO MESES!, sem que se tenha visto a sra. Adriana Dias responder às perguntas abaixo - diante do fato, proclamo a capitulação da moça.  Em relação à última, se poderia ajudar a ativar sua memória, pedindo ao poder judiciário a quebra do sigilo telefônico - os leitores teriam a oportunidade de tomar conhecimento das "amabilidades" que essa moça me disse, no dia em que me ligou. No meu livro O neonazismo no Rio Grande do Sul, transcrevo opiniões emitidas, por escrito, por essa senhora, a meu respeito, alguns meses depois do telefonema - não precisa de muita imaginação para adivinhar que ela me disse ao vivo! A forma pela qual obteve o número de meu telefone privado continua um mistério - enquanto a antropóloga não explica como obteve esse número, tenho motivos para pressupor que fui vítima de uma criminosa invasão de minha privacidade, em pleno Estado Democrático de Direito, tendo sido denunciado e bisbilhotado como animal "neonazista"! No dia em que o poder judiciário decretar a quebra do sigilo telefônico, provavelmente, se constatará, com surpresa (?), que agentes de Estado participaram dessa barbárie! Tudo isso mostra o nível de degradação absoluta a que está degenerada a indústria do "neonazismo", neste país].

 

Em 2009, a deputada Maria do Rosário Nunes criou uma Comissão Externa da Câmara dos Deputados "para acompanhar as investigações a respeito da quadrilha de neonazistas desbaratada no estado do Rio Grande do Sul" (CEXNEONA). [A "quadrilha" da senhora Nunes esteve constituída de um paranaense, expulso da casa de sua irmã, acusado de ter cometido um assassinato no Paraná, preso no Rio Grande do Sul]. Essa comissão realizou sua primeira sessão pública na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, em 13 de julho daquele ano – obviamente financiada com dinheiro proveniente dos pesados impostos que pagamos. Quando estava escrevendo meu livro O neonazismo no Rio Grande do Sul, tentei localizar o conteúdo daquilo que ali foi discutido, mas apenas encontrei um documento que apresentava a cronometragem do evento (durou mais de quatro horas). Agora localizei um link com a transcrição das falas, e baixei o arquivo - para ler, clicar aqui.

 

- Em 6 de abril de 2013, o portal O Globo publicou a impactante manchete “Proliferação de grupos neonazistas aterroriza Sul”. O texto informava que a polícia gaúcha “identificou e fichou 500 integrantes desses grupos”, em geral, constituídos por “jovens, entre 17 e 30 anos” [http://oglobo.globo.com/pais/proliferacao-de-grupos-neonazistas-aterroriza-sul-8047406].

- Em 4 de dezembro de 2012, a maior “caçadora de neonazistas” do Brasil, Adriana Abreu Magalhães Dias, postou em seu blog [http://etnografianovirtual.blogspot.com.br] uma notícia do portal Terra sobre o julgamento, em Porto Alegre, em meados de 2013, dos “neonazistas” que, em 2005, atacaram e feriram três rapazes judeus [http://noticias.terra.com.br/brasil/rs-pela-1-vez-suspeitos-de-nazismo-serao-julgados-no-pais,b8681a489177b310VgnCLD200000bbcceb0aRCRD.html].

 

Nas últimas eleições municipais, foi eleita a primeira mulher negra para prefeita, no Rio Grande do Sul - uma das, aparentemente, apenas três em todo (!) o Brasil. Isso ocorreu em Dois Irmãos, a antiga Baumschneis (a Picada dos Baum), um município típico de colonização alemã, que é apresentado como tendo apenas 1,5% de sua população classificada como negra. A negra Tânia Terezinha da Silva venceu o "alemão" Gerson Miguel Schwengber. Naquilo que tange à eleição dos vereadores - composição que, em tese, reflete o posicionamento político "médio" da população -, foram escolhidos 3 do PT, 2 do PDT, 2 do PMDB, 1 do PP e 1 do PTB, denotando um respeitável ecumenismo.