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- Escrito por René Gertz
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Uma família brasileira que teve agredido um integrante seu, durante o Estado Novo (1937-1945), por agentes de Estado brasileiros imbuídos do espírito de que pessoas com seu sobrenome mereceriam esse tipo de tratamento, ipso facto, recorreu, num passado mais recente, ao poder judiciário, pedindo indenização por danos materiais e morais. A demanda foi considerada procedente, e o Estado Brasileiro – isto é, todos nós! – foi condenado a pagar uma alta quantia. Não foi possível obter confirmação em documento público sobre o valor final, mas segundo fontes verbais trata-se de uma indenização milionária (milhões [plural!] de reais) [entrementes, há referências a um valor de apenas um quarto daquele originalmente referido - em todo caso, a condenação definitiva da União ao pagamento está confirmada - 29/9/2017].
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Nas décadas de 1960, 1970 e 1980, já se usava a expressão “neonazismo”, mas ainda era mais comum falar simplesmente de nazismo. Causava sensação a suposta ou efetiva descoberta de algum velho militante do regime hitlerista escondido em algum recanto do Brasil (Bormann [???], Mengele, Stangl, Wagner). Tudo isso desencadeou, por este país afora, vários surtos de histeria, sobretudo nos três estados do sul, como se eles estivessem coalhados de nazistas, autóctones ou para cá fugidos ao final da Segunda Guerra Mundial. Marcos Eduardo Meinerz estudou esse tema, em dissertação de mestrado [https://acervodigital.ufpr.br/bitstream/handle/1884/30534/R%20-%20D%20-%20MARCOS%20EDUARDO%20MEINERZ.pdf?sequence=1&isAllowed=y]. O próprio “Show da vida” invadiu, num determinado domingo à noite, os lares brasileiros com uma história fantástica sobre uma misteriosa “casa nazista” em Marechal Cândido Rondon (Paraná) – a dissertação de Marcos fala dela.
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Em 8 de junho de 2009, escrevi carta (comprovadamente entregue) à então Procuradora-Geral de Justiça do RS, alertando para a necessidade de o MP-RS ficar atento a manifestações e atos de discriminação por etnia e/ou procedência nacional, neste estado (a carta está publicada em meu livro O neonazismo no Rio Grande do Sul, p. 145-147). Até a presente data, não recebi resposta nem consegui registrar efeitos. Após essa data, publiquei várias notas neste site sobre novos aspectos do mesmo tema, a última intitulada “Viva a imprensa livre – e responsável!”, datada de 7 de maio de 2014. Tenho dito que não investiria mais tempo nem dinheiro em relação ao MP-RS, pois a sensação que tenho é de que ali reina total indiferentismo em relação a essa questão.
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Jaime Pinsky é um historiador de méritos reconhecidos. Jaime Pinsky é diretor-editorial da Editora Contexto. Isso explica por que essa editora publicou livros fundamentais, de alto padrão científico, para a área de História. Essa tradição, porém, sofreu um aparente solavanco com a publicação recente (2015) de Operação Brasil: o ataque alemão que mudou o curso da Segunda Guerra Mundial, de autoria do tenente-coronel Durval Lourenço Pereira. Não há informações de que o autor seja graduado ou pós-graduado em História, e ele não possui Currículo Lattes.
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- Escrito por René Gertz
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Em 11 de novembro de 2014, em cerimônia na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, o município de Teutônia foi homenageado com o Prêmio Gestor Público Especial. Como o leitor pode conferir na próxima nota, entre agosto de 2010 e 31 de julho de 2012, o então procurador da República em Lajeado promoveu uma caçada a “neonazistas” nesse município, declarando, entre muitas outras pérolas, que queria “descobrir o que está levando a isso, entender o porquê de algumas regiões do Vale do Taquari – de colonização germânica – terem esta tendência" [!!] ao “neonazismo”. O procurador também afirmou que o (por ele) pressuposto “ressurgimento de um movimento neonazista [em Teutônia] revela graves problemas de índole cultural” (para ver, clicar aqui).
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